sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Fan Fic - Overwhelming Passion - Cap 11

capitulo 11- encontro inesperado.

Hoje o dia tava sendo um saco, o meu chefe continuava me ignorando, minha concentração devia ter ficado em casa e minha cabeça estava latejando de dor. ARG! Devo ter acordado com o pé esquerdo hoje.

Eu fiquei o dia todo presa em uma capa e não conseguia sair do lugar. O Robert pediu. Pediu não mandou, em alto e bom som, eu terminá-la ainda hoje. Ele está cada dia mais rígido comigo, até parece que eu fiz alguma coisa errada. Mas eu sempre fiz tudo certo no trabalho, e não o desrespeitei em nenhum momento. Quer dizer, tirando aquele beijo no elevador. Ah Mas quem começou foi ele, então não devia contar. Ou devia?

Se concentra Kristen!

- KRISTEN!!

Me assutei.

- Oi. - me virei pra ver quem me gritava, mas já sabia quem era - Pinguinho de gente, o que ta fazendo aqui?

- Vim te chamar pra ir ao shopping comigo, preciso dos seus conselhos e quero comprar uma roupa nova pra minha mãe.

- Ah Ash, não vai dar não. Tenho que terminar essa capa ainda hoje ou seu primo me mata. - apontei pra tela do computador.

- Aah Kris, mata nada. Vem levanta - ela pegou no meu braço e me levantou da cadeira - vamos lá falar com ele, tenho certeza que ele te libera.

- Não sei não Ash, é melhor eu ficar aqui e terminar a minha capa. Eu realmente estou atrasada com ela.

- Kristen Jaymes Stewart você vai comigo e ponto. - ela ficava tão engraçada quando se irritava um pouco.

Sorri - Ta bom Ashley Michele Greene. Maaas, - esse mas com certeza existia, e eu tinha quase absoluta certeza de que meu chefe não me liberaria - só se meu chefe me liberar.

- Ele vai te liberar. E porque ta falando meu chefe? Ele é só o Robert.

- Ele é só o Robert pra você. Pra mim ele é meu chefe.

Ela deu de ombros. - Que seja, vamos logo falar com ele.

Então ela me arrastou até a sala do Robert, a mesma que to tentando evitar ao máximo. Não costumo gostar de ser maltratada com muita frequência.

Ashley entra na sala com tudo, droga, vou ser despedida.

- Primo preciso da Kris, então a libera agora, por favor.

Robert olha pra mim serio e então olha pra Ashley. - E porque eu faria isso?

O rosto de Ashley desmonta. - Como assim por quê? Eu to pedindo.

Eu já esperava por essa resposta mesmo, não fiquei tão impressionada, ele podia se esforçar mais da próxima vez.

- Ashley isso aqui é uma revista séria, não posso liberar uma funcionária só porque você quer fofocar com ela. Desculpe, mas não.

Funcionária. Ele me chamou de funcionária.

- Robert o que deu em você? Eu to pedindo, por favor, papai nunca me negou um pedido desse, ainda mais sendo a Kristen, ela sempre foi uma funcionaria exemplar. Isso por acaso mudou nesse mês que você ta aqui? Duvido muito.

A Ashley estava começando a ficar nervosa. Ashley nervosa era um perigo. É melhor eu me meter no meio.

- Ashley, deixa pra lá. Nos encontramos depois do meu horário.

- NÃO! Kristen, fica quietinha, por favor, deixa que eu resolvo.

Me encolhi, ela já estava mais nervosa do que eu imaginava.

- Ashley esquece, a Srta. Stewart não vai sair agora. E por acaso, você já terminou a capa que eu mandei você fazer? - ele me lançou um olhar frio.

Minha voz saiu falhada. - N... ão. - olhei pra baixo.

- Então fim de conversa. Ela não está liberada. Srta. Stewart queira, por favor, voltar a sua mesa e terminar o seu trabalho.

Essa doeu fundo. Porque ele tava me tratando assim? O que eu fiz pra ele? Droga! Meus olhos começaram a encher de lágrimas. Merda!

- Si.. sim senhor. - NÃO! Para ai mesmo! Não se atreva a rolar pelo meu rosto. - Com licença. Me viro e saio da sala.

- PORQUE VOCÊ FALOU ASSIM COM ELA? VOCÊ TA... - Não ouvi mais nada, corri direto para o banheiro, não aguentaria segurar as lágrimas por muito tempo.

Eu poderia me concentrar no trabalho logo depois de me acalmar.

Entrei no banheiro e fechei a porta à chave, não queria ninguém me incomodando.

As lágrimas finalmente me venceram. Que ódio! Porque eu tava chorando? Só porque ele foi estúpido comigo, mais uma vez? Isso não é motivo! Definitivamente não é motivo!

Andei até a pia e me olhei no espelho, estava horrível, a maquiagem toda borrada.

- Para de ser chorona Kristen! Você nunca foi assim, porque agora? Só porque ele te maltratou. Não, porque eu o amo.

Sentei no chão com as mãos na cabeça. Porque ele? Eu estava feliz com o Michael, eu o amava. Porque o Robert tinha que aparecer na minha vida? Por quê?!

Toc.. toc.. toc..

- Kristen. Você tá ai?

Me levantei. - Um minuto Ashley. - Droga! Lavei meu rosto correndo, me olhei no espelho e fui abrir a porta. Abri só um pouco a porta.

- Oi Ash.

Ela empurrou a porta a abrindo totalmente, entrou enfurecida no banheiro e fechou a porta atrás de si.

- Ele me paga. - ela andava de um lado pro outro, ensandecida - Quem ele pensa que é pra falar com você daquele jeito? - parecia que ela estava mais falando sozinha do que comigo - Falar COMIGO daquele jeito? Ah, mas isso não vai ficar assim, não vai mesmo. Vou contar ao papai, - eu precisava tentar acalmá-la - ele vai...

-Ashley, fica calma. Esquece isso. E ele tem razão, eu preciso mesmo terminar aquela capa, é pra próxima edição, eu já estou super atrasada.

A Ashley estava vermelha de raiva, eu já estava com medo disso. Eu era a única pessoa na zona de perigo, ao alcance da sua vista, naquele banheiro fechado. Era melhor eu tirar o meu da reta.

- Deixa pra lá. Olha vou voltar pro trabalho e nos encontramos quando eu sair. Se eu ficar presa aqui até muito tarde, nos encontramos na faculdade.

Ela começou a se acalmar. Maravilha.

- Tudo bem. - Seu rosto que estava clareando, fica rosa - Mas se ele pensa que isso vai ficar assim. Ha!

Eu sabia bem demais que essa ameaça não seria apenas da boca pra fora. Com o tempo que convivi com a Ash, eu aprendi a não irritá-la, porque se ela promete, com certeza ela cumpre, seja bom ou mau. A Ashley era de palavra. Irritá-la era a pior coisa a se fazer. Eu sabia disso, como o Robert, sendo primo dela não sabia? Bom, mas o problema não é meu. Mas vai ser se eu continuar aqui nesse banheiro.

- Eu vou indo então ta. - dei um beijo no rosto dela e sai rapidinho do banheiro. Não preciso de mais um problema na minha vida. Ultimamente ela já tinha demais. Terminei com o Michael a poucos dias, estava loucamente apaixonada pelo meu chefe, meu trabalho estava ficando atrasado, meus pais não me dão notícias a uma semana, eles me ligam todo dia, uma semana sem nenhuma ligação deles é um indicio de problema. Minha vida estava uma bagunça. Eu que tanto me orgulhava de ter tudo sob controle. De uma hora pra outra, tudo foge ao meu controle.

Fui pra minha mesa, andando a passos largos. Não queria levar outra bronca em menos de uma hora. Já estava cheia de preocupações.

- Srta. Stewart.

Droga! Droga! Droga! Droga! Definitivamente eu acordei com o pé esquerdo hoje. Porque ele tinha que me ver voltando pra minha mesa. Agora sou demitida. Me viro e entro na sala do meu chefe.

- Senhor? - Faço uma carinha de inocente. O que é agora? Uma FUNCIONÁRIA, não pode ir ao banheiro?

- Quero ver como está a capa da próxima edição. - Porque ele tem que ser tão lindo?

- Está no meu computador. - Minha língua coçou pra não ser mal criada. Está no meu computador senhor, mas não vai ser muito fácil trazê-lo aqui pro senhor inspecionar o meu trabalho. Ah! Se controla, quer perder o emprego garota?

Ele colocou os papéis que estavam em suas mãos em cima da mesa e levantou. - Ótimo, quero ver.

Ah não! Não, não, não, não! Fica aí. Senta de novo. Preciso me desintoxicar da sua presente, no momento estou impregnada com ela. Vou acabar fazendo besteira.

Ele contornou a mesa e parou próximo a mim. Ai Meu Deus! Aquele perfume me matava. Se concentra Kristen. - Claro.

Me viro e saio da sala e sinto que ele caminhava lentamente atrás de mim. Isso tava me deixando nervosa.

- Robert.

Aleluia. Preciso me lembrar de comprar um presente pra Nikki depois.

Meu chefe, lindo, perfeito parou. - Srta. Stewart, logo vou ver seu trabalho, pode voltar pra sua mesa.

Eu nem me virei, continuei andando até a minha mesa e desmontei na cadeira. Isso não tava dando certo. Eu não ia conseguir me controlar por tanto tempo. Não conseguia mais me concentrar com ele em cima de mim o tempo todo. O que ele tava pensando? Precisava me pressionar tanto, eu estava sempre andando na linha, não cometia erros no trabalho. Pelo menos não tão frequentemente. Desse jeito eu não consigo terminar essa maldita capa.

Kristen para de pensar nele. Ele é seu chefe. Ele tem namorada. ARG! Pensamento errado.

Ligo meu computador, só tinha desligado o monitor, o meu trabalho já estava aberto. Começo a retocar algumas coisas. Assim não estaria tão atrasado quando o Robert aparecesse. Um tremor passa pelo meu corpo só de pensar dele ali do meu lado. Fecho os olhos e respiro fundo várias vezes com a mão na cabeça.

- Ta sentindo alguma coisa? - Tinha preocupação na voz dele? Não, não podia ser. Ele não se preocuparia com uma simples funcionária.

Abro os olhos e dou um sorriso. - Não senhor. Só estava procurando minha concentração e criatividade que se perderam dentro da minha cabeça.

- Ah. - Eu vi um sorriso? Kristen você já ta ficando louca, ta vendo coisas já. - Posso ver até onde sua criatividade não se perdeu?

Viro um pouco o monitor pra ele ver a capa. Ele analisa e se inclina um pouco sobre a mesa pra ver mais perto.

- Você podia colocar um pouco mais de cor aqui. - Ele apontou pra algum ponto no monitor que eu não faço idéia de qual seja, eu estava embriagada com seu perfume, com a textura da sua pele macia a centímetros do meu toque. Aquele cabelo despenteado reluzindo com a luz fraca que entrava pela janela próxima. As formas perfeitas dos músculos do braço dele aparentes mesmo com esse terno. E a voz. Aquela voz, linda, perfeita. Aquela melodiosa voz. - Kristen, você tá me ouvindo?

- Hã? Desculpa, disse algo?

Definitivamente, agora ele sorriu, por segundos, milésimos de segundos, mas apareceu um sorriso nesse rosto perfeito de anjo. - Eu perguntei o que você acha de mudar a cor da fonte pra laranja florescente e deixa a foto em preto e branco.

- Ah! Sim, fica bom. Vou fazer isso. - Me viro pro monitor do computador e pego o mouse, mas me atrapalho e derrubo os papéis que estavam sobre a mesa.

Ele se inclina pra pegar os papéis ao mesmo tempo que eu. Nossas mãos se tocam, uma descarga de energia percorre o meu corpo.

- Deixa, pode deixar que eu pego. - Ele puxa a mão e fica reto. Eu levanto da cadeira e agacho no chão pra pegar os papéis. Ele continua parado ali, enquanto eu pego os papéis.

E então eu vejo outro par de pés se aproximando.

- Que foi Kiki, ta madura?

Quando levanto minha cabeça, apesar de já saber quem era, vejo meu primo sorrindo.

- Oi Tay, não to madura. Foram só os papéis que caíram.

- Srta. Stewart. - A voz dele tava mais dura que o normal. Quando olhei pra ele, constatei que sua fisionomia combinava com sua voz de gelo. - Termine essa capa ainda hoje. Não vou admitir mais atrasos. E não quero que assuntos particulares atrasem o seu rendimento, que ultimamente está baixo.

- Sim senhor. - Abaixei minha cabeça e continuei pegando os papéis, percebi quando seus pés saíram pisando duro de volta a sua sala e meu primo se abaixando pra me ajudar com os papéis.

- Nervosinho esse cara hein. Quem é ele?

Me levanto do chão e o Taylor também, abraço meu primo. Ele com aquele abraço de urso quase quebra minhas costelas. E dou um beijo no rosto dele. - Meu chefe. Tay você veio numa péssima hora. Eu tenho que terminar essa capa e já estou muito atrasada.

Ele me entrega os papéis que ele pegou. - Que pena, eu ia te chamar pra comer alguma coisa.

- Hoje realmente não vai dar. Além de ter que terminar aqui, marquei com uma amiga. E se eu furo com ela hoje, amanheço morta amanhã.

- Nossa, essa é sanguinária. - Ele ri, aquela risada gostosa que só ele tem. - Então deixa pra próxima.

- Amanhã pra mim ta ótimo.

- Amanhã pra mim não dá. To ocupado. Ou melhor, nem aqui vou estar o resto da semana todo. Vou viajar. - ele me diz com aquele sorriso encantador.

Fiquei interessada. - Vai pra onde?

- Miami. - ele disse todo cheio de si, eu também poderia ir pra Miami se quisesse, não é como se fosse uma coisa que só ele poderia fazer. Porque ele tava se achando tanto? - Viagem de fim de ano com alguns amigos.

- Ah. Se eu não tivesse combinado com a Ash. Ela ta muito nervosa pra desmarcar com ela hoje.

Muito nervosa. Eu tava sendo simpática.

- Mas porque ela ta tão nervosa? Kristen você já é maluca por si só, você tem que andar com pessoas mais calmas.

- Ha! Engraçadinho. Mas ela é calma, ela é um amor, um doce de pessoa. Mas o primo dela a deixou muito irritada hoje.

- O que ele fez de tão grave?

- Não me liberou pra sair com ela.

Ele ficou claramente confuso agora. - Como assim?

- A Ashley é filha do Joan, meu antigo chefe e prima do meu atual chefe.

- Ah aquele estressadinho? Não me admira que ela esteja tão nervosa, ficar perto de pessoas estressadas é prejudicial à saúde.

Estressadinho? O Taylor ficou maluco? Falando que aquela perfeição de homem é estressadinho?

- É.

- Que perca de tempo se irritar com um Mauricinho metido a besta.

Mauricinho metido a besta? Ele não é um Mauricinho metido a besta. Ele é perfeito!

- Tay eu preciso mesmo trabalho. Quero manter meu emprego.

Ele sorriu, eu adorava aquele sorriso. Quando ele sorria assim, iluminava meu dia.

- Ta bom. Bom trabalho e não se deixe influenciar pelo humor alheio.

Sorri, dei um beijo no rosto dele. - Pode deixar.

Então ele foi embora. Me sentei novamente, finalmente ia acabar minha capa. A visita do Taylor me ajudou. Como sempre. Se eu tava triste, era o Taylor que me animava. Se eu tava doente, era o Taylor que me deixava melhor. Quando brigava com meu namorado, ou quando terminei com o mesmo, era o Taylor que me consolava. Meu primo era o melhor, um garoto de ouro. Por isso o amava tanto. Ele me deixou mais animada nessa tarde e minha criatividade estava florescendo.

Exclui tudo o que já tinha feito e comecei outro projeto. Foi quando fui interrompida de novo.

- Kristen.

Suspirei desse jeito não acabava mesmo essa capa hoje. - Ashley achei que já tivesse ido embora.

Ela tava estranhamente animada. - Eu tava indo. Quem era aquele gatinho? Vai me dizer que já ta namorando de novo?

- Não Ashley. Ta doida? Era só o Taylor, meu primo.

- Primo?

- É meu primo.

Eu falava grego agora?

- E o que ele veio fazer aqui?

- Me chamar pra comer algo, mas já tinha combinado com você.

- Ah. Sabe mudei de planos.

Ótimo. Era tudo o que precisava, ficar sozinha pra me acabar em pensamentos. Porque você não disse isso antes Ashley? Não teria dispensado o Taylor. ARG! Que raiva.

- Tudo bem. Eu to cansada mesmo pra sair. - Não era de todo mentira, mas eu preferia mil vezes sair com a Ashley que ia ficar falando e falando e falando e meus pensamentos ficariam longe, bem longe.

- Não sua boba. Tava pensando, em vez de sairmos, eu poderia ir à sua casa. Chama seu primo pra jantar lá, ai eu preparo um jantarzinho pra vocês.

Porque ela tava fazendo isso?

- Não precisa Ashley.

- Eu quero.

É melhor não contrariar.

- Tudo bem. Mas o que pretende fazer pra eu saber o que comprar.

- Não se preocupe. Só se preocupe de chegar em casa até as 20 horas. Deixa o resto comigo. E por falar nisso, já começa deixando suas chaves comigo, preciso preparar tudo.

Pego as minhas chaves no bolso e entrego a ela. - Aqui. Só não desmonta com meu apê e nem faça nada muito sofisticado.

- Não se preocupa. - Ela da um beijo no meu rosto e sai flutuando.

Suspiro, será que agora eu vou poder terminar a minha capa?

Voltei minha atenção para meu trabalho, coloquei em práticas todas minhas novas idéias e acabei antes do que imaginava.

Salvei no CD e levei pro Jamie imprimir pra levar pro meu querido chefe. Cuidei pra passar bem longe das paredes de vidro da sala dele e deixei o CD com o Jamie enquanto ia até a copa comer algo.

Estava andando tão distraída que ao virar o corredor pra entrar na copa, trombo com 'ele', o impacto foi tão grande que cai no chão.

"Maravilha!" pensei. "Era só o que me faltava."

- Você tá bem? - Tinha vestígios de preocupação com certeza, misturados com um toque de divertimento na voz macia, melodiosa e perfeita dele.

Ele me estendeu a mão, que eu recusei. Levantei do chão sozinha. Estava começando a me irritar. Esse dia não ia acabar não?

- Sim. Com licença.

Entrei na copa e senti quando ele entrou e encostou a porta.

Fingi não perceber e peguei um copo para tomar café.

- Café não faz bem aos dentes sabia?

E eu com isso?

- Sabia. - Porque eu tinha que ser tão grossa com ele? Peguei meu café e tomei um pouco. Abri um armário e peguei um pacote de bolacha.

Ele pegou uma chaleira e encheu de água.

- Prefiro chá. Aceita?

- Não. - O que deu nele agora que estava me tratando decentemente?

Ele colocou no fogo e encostou-se a pia com os braços e pernas cruzados. Meu Deus! Porque ele fazia isso comigo? Terminei meu café em um só gole pra sair logo dali. Resultado: queimei minha língua. Sem problemas, esse na verdade era o menor deles. Ficar ali naquele lugar pequeno e fechado, sozinha com o Robert, isso sim era um problema. E um problema bem grande por sinal.

De repente me deu uma vontade louca de confrontá-lo, saber qual era o problema dele. Porque ele estava me tratando tão mal. Mas eu não queria saber as respostas, tinha medo do que ouviria. "Meu problema? É você que pensa que eu te acho interessante. Não estou te tratando mal, apenas como trato todos os meus funcionários. Não tenho porque te tratar de forma especial. Quem é você? Uma pobre garota boba e sem graça." Afastei esse pensamento da minha cabeça. Sei que teria que dissecá-lo a fundo mais tarde, mas não agora, não na frente dele. Escondi ele bem fundo no meu subconsciente e me aproximei da pia pra lavar meu copo.

Muito perto. Perto demais. Meu corpo começou a enviar sinais ao meu cérebro da proximidade de nossos corpos, menos de um metro. Parecia que eu ia entrar em curto.

- Como vai a capa? - Aquela voz tão perto, meu corpo recebeu uma descarga de adrenalina.

- Já terminei.

- Quero ver como ficou, depois passo na sua mesa.

Parei por dois segundos o que estava fazendo e respirei fundo. Na minha mesa não, você ficaria muito perto de mim, na sua sala, com a capa impressa eu poderia me afastar o mais rápido e o maior espaço possível.

- Ta na impressão, vou pegar agora e levo na sua sala.

Terminei de lavar o copo, sem nem olhar pra lado. Mas pela minha visão periférica percebia o olhar dele sobre mim. Porque você simplesmente não me ignorava? Porque apesar de acabar comigo todo santo dia tinha que ficar me olhando assim? Isso não me ajudava em nada sabia?

Sequei o copo e minhas mãos, guardei tudo no lugar e até esqueci a bolacha que ia comer, me virei pra sair de lá.

- Kristen.

Aaah como eu adorava ouvir meu nome sendo pronunciado pelos lábios carnudos, macios, quentes e perfeitos dele.

Olho pra ele, fechando minha mão em punho pra me controlar e não agarrá-lo ali mesmo.

- Sim?

Ele parecia estar lutando contra algo. Pensou por alguns segundos e então falou:

- Nada. - ele balançou a cabeça que não, confirmando sua palavra - Vou esperar a capa na minha sala.

- Sim senhor.

Me viro novamente e quando estava prestes a me afastar definitivamente dele...

- Er.. Kristen.

Suspiro e olho pra ele.

- Sim?

- Você não vai comer a bolacha? - ele soltou um braço e apontou o pacote de bolacha em cima da mesa.

- Ah. Não. - voltei até a mesa e peguei o pacote pra guardar.

E então finalmente sai de lá. Praticamente correndo. Não podia ficar nem mais um segundo no mesmo ambiente pequeno, fechado e sozinha com ele. Não me controlaria por mais tempo.

Eu tinha que parar com isso. Já estava ficando ridículo. Não podia ficar o dia todo pensando nele, eu tinha uma vida, precisava pensar nela e não no meu chefe autoritário, arrogante e pretensioso. Além de lindo, maravilhoso e perfeito. O que eu estava pensando? Ele era meu chefe, não era? Além disso, era primo da minha melhor amiga. E... eu odiava lembrar desse e, tinha namorada. A pior parte de tudo isso.

Eu podia pedir demissão a qualquer momento, apesar de amar meu trabalho, e ele não seria mais meu chefe. Além do que eu conseguiria outro emprego fácil, com a experiência que adquiri aqui na Down e com uma carta de recomendação, seria fácil. E o fato dele ser primo da Ash também não influenciava nada. Mas a namorada. Aquela loira falsificada. Eu não podia competir com ela.

E infelizmente eu tinha plena consciência disso. Caramba, eu tinha que admitir ela é linda. Loira, alta, corpo perfeito, olhos azuis, boca bem desenhada, não era nada carnuda, mas mesmo assim era bonita. Enfim, ela era realmente linda. E eu? Ta não sou feia. Mas não tenho nada de extraordinário, nada de tão especial que possa chamar a atenção de alguém como o Robert. Ele não pode simplesmente sentir atração por mim, quando já tem uma mulher linda ao seu lado.

O que eu estava pensando? Eu nunca teria uma chance com o Robert. Nunca! Fui buscar a minha capa.

- Ta prontinha Kris. - Jamie era tão prestativo.

- Obrigada Jamie.

- Algum problema? Você parece triste? - Prestativo, mas observador demais.

Tentei sorrir, mas não tenho certeza de que foi isso que fiz, posso ter feito apenas uma careta. - Não Jamie. Tudo em ordem. Deixa eu levar isso pro Sr. Pattinson.

Ele sorriu e assentiu.

Sai de lá e andei devagar, será que ele já teria terminado de preparar seu chá? Se não tiver melhor ainda, deixo a capa lá e volto pra minha mesa.

Fui até a sala dele e por uma obra do destino ele realmente não tinha voltado ainda. Entrei e deixei a capa sobre a mesa dele e quando estava saindo dou de cara com 'ela'.

- Oi lindinha, o Rob está por aqui?

Lindinha é a... - Não, ele estava na copa há dois minutos. - Eu te odeio.

Ela sorriu, mostrando aqueles dentes perfeitamente brancos e alinhados. - Obrigada lindinha, pode me mostrar onde é?

Porque eu? - Claro.

Segui na frente dela a guiando até o lugar de onde eu havia acabado de sair, onde há poucos minutos atrás estava quase agarrando meu chefe.

Entrei na copa na frente dela. Ele estava lá, distraído no mesmo lugar onde eu tinha deixado ele.

- Sr. Pattinson.

Ele me olhou assustado. – Sim?

- Sua namorada está aqui.

Foi então que ela entrou, foi direto até ele e passou os braços pelo seu pescoço.

- Oi meu amorzinho, fiquei com saudades. – A voz dela era irritante mesmo ou era eu? – Resolvi vir te ver.

Ele olhou pra mim sem graça, sorriu sem vontade e segurou sua cintura a afastando delicadamente, ele a achava tão chata como eu achava?

- Oi Em, eu estou trabalhando.

- Mas eu fiquei com saudades. – Então ela o beijou.

Isso definitivamente era demais pra mim, sai de lá a passos largos. Ele que fizesse que bem entendesse comigo depois, mas não ficava ali nem mais um minuto. Fui até minha mesa, passando pela Nikki que aparentemente abriu a boca pra falar comigo. Peguei minhas coisas e fui pra casa.

Estava arrasada, apesar de saber que ele tinha uma namorada e que ela era excepcionalmente linda, não precisava ver essa demonstração excessiva de amor. Ou seria melação?

Ta, eu admito, estava com ciúmes. Estava morrendo de ciúmes. Eu queria ta no lugar dela, queria beijar a boca dele. Eu desejava, ansiava por estar com ele. Mas não era eu quem ele queria, era ela. Tudo bem, eu posso viver com isso. Posso superar isso, vou esquecer ele. Eu sou uma pessoa adulta, posso lidar com meus problemas, não vou me deixar levar por isso.

Acabou pra mim. Agora é definitivo, não vou mais pensar nele. Nunca mais. Agora vou viver minha vida.

Robert Pattinson pra mim já era. É passado na minha vida. Não existe mais pra mim. Agora só existe o meu chefe, o Sr. Pattinson. E é assim que vou tratá-lo, e não vou esperar que ele me trate de forma diferente, afinal ele é apenas meu chefe.

Peguei um táxi e cheguei em casa, quando abri a porta do meu apê é que lembrei que Ashley estaria ali e que eu esqueci de ligar pro Taylor. Mas o que importava? Eu queria mesmo ficar sozinha. Eu odiava ter feito a Ashley ter todo o trabalho preparando o jantar pra mandá-la embora agora. Mas eu precisava ficar sozinha. Precisava de um tempo só pra mim, colocar minha cabeça no lugar e esconder qualquer vestígio do meu sentimento pelo Robert.

- Kris? – ela estava na cozinha. O cheiro pelo menos estava ótimo.

- Sou eu. – deixei minhas coisas em cima da mesa e fui até a cozinha. – O que você ta fazendo?

- Strogonoff de frango, arroz branco e uma salada de alface.

- Parece bom.

Foi então que ela me olhou e se assustou com o que viu.

- Meu Deus. O que houve? Você tava chorando?

Eu tava? Passei a mão no meu rosto e senti uma umidade que não era pra estar lá. Tratei de secar as lágrimas.

- Não foi nada. Ash, você se importaria de deixar o jantar pra outro dia? Eu sei que você já preparou quase tudo, mas não to muito boa pra jantar, quero tomar banho e cair na cama.

Ela veio até onde eu estava e segurou meus ombros. – O que aconteceu Kris? Vem aqui – ela me levou até a mesa e puxou uma cadeira – senta.

Eu sentei. – Não aconteceu nada Ash, eu só percebi o quanto tava me iludindo e sendo idiota. Mas esquece deixa pra lá.

Ela me olhou desconfiada. – Isso por acaso tem alguma coisa a ver com meu primo idiota?

Tava tão evidente assim? – Não. Porque teria? – Eu minto tão mal.

- Ele ta muito estranho ultimamente, e tem aquela namorada. Aff, ninguém merece aquela metida. O Robert – ouvir o nome dele me fez estremecer – nunca gostou desse tipo de mulher, não sei o que ele viu nela. E sinceramente, eu jurava que ele estava interessado em outra pessoa. Eu conheço meu primo, mesmo que ultimamente ele esteja mudado, eu percebi que ele estava meio encantado por alguma coisa ou alguém...

Eu tinha que interromper ela, não queria falar nele. – Ash eu to estourando de dor de cabeça, será que você se importa?

Ela me olhou. – Claro que não. Mas não vou te deixar sozinha. – Que porcaria esse era o problema da Ashley, ela se preocupava demais com os outros – Sem contar que seu primo pode chegar, você vai...

- Eu não liguei pra ele. – Ela ficou decepcionada? – Desculpa. Foi tanta coisa no trabalho, tinha que terminar a capa, depois o Sr. Pattinson me olhando, eu não conseguia me concentrar e então a namorada dele chegou e... começou a melação. Ela ficou abraçando e beijando ele em pleno horário de trabalho. E... – já tinha falado demais.

Ashley me olhou desconfiada. – Ela foi lá então? – ela estava muito estranha.

- Foi.

- Uhnn. E o abraçou e beijou no meio do horário de trabalho?

- Foi. Você acha que isso é certo?

Eu sentia que ela estava me dando corda e que eu ia me enforcar. Mas não conseguia ter certeza.

- E você morreu de ciúmes.

Me enforquei.

- Claro que não. Porque eu sentiria ciúmes? Ele é só meu chefe. Não é nada meu. Não tenho motivo pra sentir ciúmes dele. – ela me olhava cética – Ashley caramba, ele é seu primo. Ele não é nada meu e nem vai ser. E a namorada dele é linda. Eu não senti ciúmes. – ela continuava me olhando sem acreditar em uma palavra, eu não conseguia enganar ela – Eu não senti ciúmes dele.

- Só porque ele é seu chefe e blá, blá, blá... Não ouvi nenhum motivo que realmente importe. Kris, seja sincera comigo. Você ta afim do meu primo?

Eu levantei da cadeira num salto. – NÃO!

- Não? – Eu não ia enganar ela assim.

- Ashley eu ainda penso no Michael. – Não era totalmente mentira, eu pensei nele hoje, uma vez.

- E porque terminou com ele?

- Porque... porque... bom porque...

- Porque você ta apaixonada pelo Rob.

Eu cruzei os braços na frente do corpo e fiz bico. Parecia uma criança mimada. – Não to.

- Não ta pouco né? Eu te conheço Kristen. Confessa. – ela me encarava sem piedade, eu não precisava dessa pressão psicológica.

Suspirei e me rendi. – Ta bom.

- Ta bom o que? – ela já estava sorrindo.

- Eu gosto dele. – ela começou a dar pulinhos, ainda sentada e bater as mãos – Mas não se anime tanto, ele não quer nada comigo e eu não achei que quisesse. Além de ele ser meu chefe tem namorada. Então pode parar de animação.

Eu me sentei e coloquei os braços sobre a mesa, na mesma hora ela pegou minhas mãos.

- Que noticia ótima Kris! Você é muito melhor que aquela Em, eu já to vendo tudo. – ela levantou toda animada – Eu vou abrir os olhos do Rob, vou te aju...

Eu levantei, isso tava indo longe demais. – Ash não! Não quero que me ajude, eu não quero nada com ele e não quero que ele termine com a namorada. Então você não vai fazer nada. – que mentira feia.

- Mas Kris...

- Mas nada. Me promete que você não vai fazer nada e nem contar a ninguém. – ela estava relutante – Me promete Ashley.

- Ta bom. – ela ficou emburrada. – Mas você ta cometendo um erro enorme.

- O problema é meu. Vou tomar banho.

- Vou terminar o seu jantar e depois vou embora.

- Ta bom. – dei um beijo no rosto dele e fui tomar banho.

Fiquei pensando no que a Ashley disse, será que ela conseguiria mudar os pensamentos do Robert, será que ela conseguiria me ajudar? Não, não devo criar esperanças. Não vai me fazer bem e eu preciso me recuperar.

Acabo meu banho, coloco meu roupão quando escuto a campainha tocar.

- Quem será agora? Só porque quero ficar sozinha. Quando quero companhia ninguém aparece.

Enrolo uma toalha no cabelo e vou ver quem é. Quando me aproximo da sala ouço vozes e de cara reconheço.

- Eu disse que ia sair, porque você veio aqui?

Taylor apareceu sorridente na porta, mas não entrou: - Porque senti vontade.

Olhei pra Ash: - Achei que já tivesse ido embora.

Ash me olha sorrindo. – Já to indo, não precisa me expulsar.

- Liga não, essa ai é mal educada mesmo.

- Porque você não entra em vez de ficar no corredor espalhando pro prédio todo, as conseqüências da minha infância com você.

Então meu enorme primo entra e Ashley tão pequena ao lado dela, mas até que eles formavam um par bonitinho. – Quem vê pensa que eu te ensinei as coisas erradas. – ele olha sorrindo pra Ashley que se derrete – O que sua amiga vai pensar de mim? Você que fica influenciando as pessoas a fazerem coisas erradas.

- Vai ficar falando mal de mim, ou vai me dizer por que veio aqui ow incrível Hulk.

- Não to dizendo.

- Fala logo Taylor.

Ashley volta pra cozinha. – Com licença.

Taylor sorrindo – Toda – ele ficou olhando ela caminhar até a conzinha até ela sumir de vista e só então olhou pra mim com um brilho nos olhos suspeito. – Me empresta uma grana.

Isso não foi uma pergunta. – Se eu te emprestar você me deixa em paz?

- Por uma semana. – Aquele sorriso lindo.

- Quanto você quer?

- 300 dólares.

- Ficou maluco? Não tenho todo esse dinheiro escondido no colchão. Só vou ter no banco e sinto muito Tay, não vou sair de casa agora.

- Poxa priminha.

Ashley volta da cozinha. – Bom vou indo, seu jantar ta pronto Kris. – ela pega a bolsa dela.

- Obrigada. Er.. Ash por acaso você não teria 300 dólares pra me emprestar, teria?

Taylor me lançou um olhar assassino, ele me fazia sinais de não com a cabeça, mas eu nem liguei.

- Aqui não Kris, só no banco essa quantia. Precisava pra agora? – ela olha pra Taylor.

- Na verdade era pro Taylor – ele tava quase me batendo e tava ficando vermelhinho, era melhor consertar isso – eu peguei emprestado e tenho que pagar ele agora, mas não tenho aqui e amanha ele viaja e não quero ir no banco agora.

- Bom eu posso pegar no caixa eletrônico e depois você me paga.

- Ótimo. Taylor vai com ela, assim ela não precisa voltar aqui só pra te dar o dinheiro.

Ele tava vermelho de vergonha, apesar de ter mentido bem pra Ash, ele ainda queria me matar. Se eu ficasse com ele sozinha não ia sobrar nada de mim pra contar historia.

Estranhamente a Ash ficou muito animada com a idéia – Por mim tudo bem.

Taylor abriu um sorriso – Então ta. Tchau cabeçuda.

- Tchau cabeção e vê se não vai fazer nada com a minha amiga hein?

Ash deu uma risadinha nervosa – Tchau Kris.

- Tchau Ash.

Eles sairam, fui pra cozinha, o cheiro tava deliciodo. Comi um pouco e o gosto estava tão bom quanto o cheiro, tomei um remédio pra dor de cabeça, escovei os dentes e fui dormir.

Fiquei um bom tempo brigando com meus pensamentos até que finalmente peguei no sono.

Final de capitulo 11. Espero que tenham gostado meninas*_*
beijos. Eu bou viajar e só volto na segunda eu deixei os cap com a Me pra ela postar por mim.
beijos. E comentem xD
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4 comentários:

  1. ai q angustiante!!!
    eles tem q se declara logo!!
    boa viagem!
    =**

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  2. Nossa muito bom...
    continua

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  3. Muiiiiiito Boom ~
    Continue Postando *=*

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  4. Cara... Eu amei..To esperando pelo próximo..
    Muito boa!

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