Cap. 38 Mais que amor.
Acordei com meu relógio despertador. Desliguei-o. A Kris acordou. Que droga. Não queria que ela acordasse, ela restava dormindo bem.
- Bom dia. – Falou.
- Bom dia. – dei um Celinho nela. – Volte a dormir, ainda está cedo. Eu vou me trocar e vou para a reunião.
- Que horas são?
- 5:40
- Que cedo.
- É.
- Se troca, vou fazer algo para você comer.
- Obrigado amor. Mas volte a dormir eu como algo na rua.
- Não.
Ela era muito teimosa, sabia que não ia adiantar descutir. E eu estava atrasado, não tinha tempo para isso.
- Tudo bem.
Fui até a cadeira onde estava minha roupa. Eu me troquei. Nós descemos.
- Você quer chá?
Eu não ia deixar que ela fizesse chá essa hora.
- Pode ser um suco mesmo.
- Ta.
Ela abriu a geladeira e pegou uma caixa de suco de Laranja, colocou no copo, e deu para mim. Pegou o pão de forma e os frios, fez um misto quente.
- Pronto amor.
- Obrigada linda.
Deu um Celinho nela, comi. Estava muito gostoso.
- Hum, amor. Que delícia.
- Gostou? – falou feliz.
- O melhor que já comi.
- Hum, que bom amor.
- Já pode casar. – brinquei.
- Só se for com você.
- Há pode ter certeza que vai ser.
- Eu sei que vai.
- Vem aqui. – falei esticando a mão para ela.
Ela pegou minha mão, eu a puxei para meu colo. Ela me abraçou. Olhei no relógio, já era tarde. Fiz carinho no cabelo dela e suspirei.
- Você tem que ir? – perguntou.
- Desculpe. Não quero te deixar, mas é necessário.
- Eu sei.
Eu não queria ir. Queria ficar ali com ela. Ela passou a mão em meu rosto.
- Volta logo para mim. – falou dengosa.
- Sempre.
Eu a beijei docemente, ela retribuiu da mesma forma. Depois eu a abracei bem forte.
- Eu te amo muito. – falei.
- Eu também amo você. Muito, muito, muito mesmo.
Eu amava ouvir ela dizendo disso. E senti muita falta de ouvir isto...
- Vai amor. Você vai se atrasar.
- Você tem razão. Assim que acabar eu volto correndo.
- Ta.
Ela saiu do meu colo. Fomos abraçados até a porta, ela a abriu. Ela me olhou.
- Boa reunião.
- Obrigado. Vai dormir agora em.
- Ta bom.
- Amo você.
- Também.
Beijei-a docemente. Me virei e fui embora. Peguei um táxi, e no caminho fiquei pensando nela. Eu não posso viver sem ela, nunca, jamais... Logo eu cheguei, paguei a corrida. Entrei na empresa que seria a reunião. E fui até a recepcionista.
- Bom dia. – falei. – Sou Robert Pattinson, fui chamado para a reunião das empresas.
- Claro, siga-me.
Ela me levou até o elevador.
- O senhor representa qual revista?
- Donw.
- O senhor é casado?
- Não. Tenho uma namorada.
- Hum. Que pena. Tão bonito.
- Desculpe. O que disse?
- Nada.
O elevador se abriu, ela me levou até uma porta.
- Se quiser dar uma descontraída, o senhor pode me ligar.
Ela me ofereceu um cartão.
- É, não, obrigado. Minha namorada sabe como fazer isso.
- Mas pegue. Caso você...
- Já disse que eu não que eu não quero. Licença.
Bati na porta e a abri.
- Com licença, sou Robert Pattinson.
- Olá, entre.
Entrei e me sentei. A reunião começou. Eles adoraram as capas que a Kristen fez.
- Parabéns, Robert. As melhores capas são as da sua empresa.
- Obrigado. – falei orgulhoso da minha lindinha.
A reunião acabou. Na volta para casa passei em uma joalheria. Comprei uma pulseira de ouro, nela havia um único e pequeno coração, podia escrever uma letra dentro do coração, se quisesse. Eu mandei escrever a letra “R”. A Kris ia amar, tenho certeza. Depois eu passei em uma floricultura e comprei uma rosa – vermelha pra ela. Voltei para casa da tia dela. Já era 10:30. Toquei a campainha, a Ana atendeu.
- Oi Robert.
- Olá.
- Entra.
- Rob! – falou a Kris enquanto descia a escada.
Ela pisou em falso e caio do 5º degrau. Joguei tudo no chão e corri para ela.
- Kristen!
Ela estava desmaiada. A Ana estava ao meu lado. Ela ia mexer nela, eu parei sua mão.
- Não. Ela pode ter se machucado. Deixa que eu cuido disso.
Procurei alguma fratura, mas só havia arranhões.
- Kris? – Era o Max. Ele estava com a Nich no colo.
- Kisten! – A Nich chorou.
- Pegue algodão e água. Rápido!
A Ana logo me trouxe o que eu tinha pedido. Molhei o algodão e passei em seu rosto. Coloquei a mão na água e espirrei em sua face. Eu estava muito assustado e preocupado. Tive que ser muito forte para não chorar. Logo ela começou a abrir os olhos.
- Amor, se está me ouvindo, aperta minha mão. – falei.
Ela apertou.
- Rob. – ela sussurrou.
- Eu vou te levar pro sofá.
- NÃO! – Ela berrou e começou a chorar.
- Kristen, o que foi?
- ME LEVA PRO HOSPITAL! AGORA! AI! - Ela berrava.
- Onde dói, amor?
- Minha coluna. Rob a dor é insuportável! Por favor. Me leva! Por favor. – ela implorava e chorava muito.
- Pega meu carro. – falou o Max.
- Você dirige. Eu vou atrás com ela.
- Tudo bem.
Ele entregou a Nich para a Ana, pegou as chaves do carro. Eu estava desesperado. A Kristen chorava e berrava de dor. Peguei-a no colo, com muito cuidado. Ela encostou a cabeça no meu ombro e chorou.
- Calma amor. – Falei beijando sua cabeça.
- Amor rápido! – Ela choramingou.
Levei-a para o carro, coloquei-a deitada no meu colo.
- Rob, massageia minhas costas. Ta doendo muito. Por favor.
- Não posso, amor. Se eu meche, posso machucar mais.
Ela chorava. Deitei a cabeça dela no meu peito e fiz carinho na cabeça dela.
- Aperta minha mão, amor.
Ela apertou bem forte. Parava e apertava. Conforme a dor que ela sentia ela apertava mais ainda minha mão. Eu não agüentava mais ver ela sofrendo daquele jeito. Chegamos no hospital.
- Pronto amor. Chegamos, fica calma.
- Fica com ela no carro. Eu vou chamar a enfermeira.
- Ta. Pode deixar.
Fiquei fazendo carinho na cabeça dela. Logo os enfermeiros vieram com uma maca. Max abriu a porta do carro. Ela estava agarrada no meu braço. Os enfermeiros a tiraram do carro, a colocaram na maca. Eu e o Max a acompanhamos. Chegamos na porta da sala de raio X.
- To te esperando aqui. Fica tranqüila. Eu te amo. – falei.
Ficamos sentados um tempo. Eu não agüentava mais esperar. Estava olhando de um lado para o outro. Algum tempo se passou e o médico chegou.
- Quem é Robert? – Perguntou
- Sou eu. – falei levantando da cadeira.
- Olá, você está acompanhando a Senhorita Kristen Stewart?
- Sim, como ela está?
- Ela está bem. Mas como ela bateu muito forte a coluna ela sentia muita dor. Mas agora pode ser que fique dolorido. Eu já dei um remédio e nestesia, ela está dormindo. No quarto 27, 1º andar.
- Ok. Já estou indo para lá.
- Olha assim que ela acordar me chame.
- Pode deixar. Obrigado Doutor. Como o senhor sabia meu nome?
- Ela te chamava. Perguntei quem era Robert, e onde ele estava. Ela disse que era namorado dele, e que estava aqui.
- Há claro. Obrigado novamente.
- Por nada.
Eu e Max fomos até o quarto dela. Ela estava dormindo. Tinha alguns curativos e arranhões. A boca dela estava um pouco rasgada, mas nada muito grande. Só um cortezinho. Dei um beijo em sua testa para não acordá-la.
- É melhor você ligar para sua mãe. – Sussurrei para Max.
- Ta bem.
Ele pegou o telefone e saio do quarto. Depois de um tempo Max voltou.
- Pronto. Já avisei.
Sorri. Coloquei a cadeira ao lado da minha lindinha. Fiquei fazendo carinho em seu cabelo. Eu não poderia viver em um lugar onde minha Kris não estivesse. Ela é minha vida, eu não tenho duvida disso... Então meu celular tocou, tirando-me de meus pensamentos. Sai do quarto e tendi.
- Alô?- falei.
- Robert? É a Dakota.
- Oi Dakota. Tudo bem?
- Sim e com você?
- Sim.
- Estou te atrapalhando?
- Não, pode falar.
- Você sabe da minha irmã? Eu ligo no apartamento dela e ninguém atende, ligo no celular, nada.
- Ela caiu da escada. Não se machucou. Ela está no hospital. Só tem alguns arranhões. Mas nada grave.
- Ela ta no hospital pra que então?
- Ela tava com dores. Deram remédio e nestesia para ela. Mas está bem.
- Há ta. Que bom. Olha fala com minha mãe… Ela quer falar com você.
- Ta bom, cunhada. – rimos. – Beijo linda.
- Beijo cunhado.
Ela passou o telefone para minha sogrinha.
- Alô? – Falou preocupada.
- Olá, tudo bem?
- Sim. O que aconteceu com a minha filha, Robert?
Repeti para ela tudo o que eu falei para a Dakota.
- Quando ela estiar em casa eu te ligo. – falei.
- Ta bem, Rob. Obrigada. Ocê tem sido um ótimo namorado para minha filha.
- Tudo o que faço é por amor. E é por ela.
- Lindo. Bom então me de noticias.
- Pode deixar sogrinha.
- Ai Rob. Não me chama assim.
- Por que?
- Parece que sou velha.
- É nada.
- Ta bom. Seu puxa saco. Beijos.
- Outro. Tchau.
- Tchau.
Desliguei o telefone e entrei no quarto. Fiquei de pé fazendo carinho nela. Alguns minutos depois ela acordou, olhou para mim e sorrio.
- Oi Amor. - falei. – Você ta bem, minha linda?
- To sim, meu amor. – sussurrou. – Só to com fome.
- Vou chamar o médico e depois compro algo para você comer.
- Ta bem.
- Eu te amo. – falei beijando sua cabeça.
- Também.
- Max, eu vou ir lá. Fica com ela.
- Ok.
Sai do quarto. Por sorte o doutor estava passando.
- Doutor. – Chamei.
- Sim?
- A Kristen acordou.
- Claro, vamos lá.
Entramos e ele examinou a Kris.
- Está tudo bem com senhorita. Agora você vai para casa e vai ficar dois dias de repouso absoluto.
- Daqui a quatro dias teremos um casamento. E somos os padrinhos. Vou ter algum problema?
- Não, só não se esforce muito.
- Mas uma dia antes eu vou viajar para Los Angels, moro lá e o casamento também é lá.
- Olha o ideal é você ficar de repouso, mas no avião você vai ficar sentada. Não tem problema.
- Tudo bem.
Deram alta para ela e fomos para casa. Eu sai do carro e a peguei no colo. Max abriu a porta, Nich e Ana vieram nos ver.
-Kisten, Kisten! – A Nicholly chamava. A Kris estava com a cabeça deitada no meu ombro.
- Oi Nich. – falou.
- Eu vou levá-la para o quarto.
- Ok.
Subi as escadas com a Kris no colo. Deitei-a na cama.
- Fica comigo? – perguntou dengosa.
- Fico. Só vou ver se a comida está pronta.
- Ta bom.
Dei um Celinho nela e sai. Desci as escadas, a Nicholly estava na sala.
- Obet, Obet! – Ela estava com os bracinho esticados. Peguei-a no colo.
- Oi fofinha. – Beijei sua bochecha.
Fomos até a cozinha. A Nich ficou mexendo no meu cabelo.
- O almoço está pronto? – perguntei.
- Ta sim. Só vou terminar de por a mesa.
- Ok. Eu vou levar comida lá encima para Kristen. Ela tem que ficar de repouso.
- Posso comer com voxes Obet? – Perguntou a Nich.
- Se a mamãe deixar, pode.
Ela olhou fofa para a Ana, segurou na gola da minha camisa.
- Poxo mamãe?
- Nicholly deixa eles...
- Pui favoi mamãe. – ela estava com lágrimas nos olhos.
- Eu dou comida para ela. – Falei.
- Ta bom.
- Eba! – ela sorriu e bateu palmas.
Coloquei comida pra mim e pra Kris. A Ana colocou pra Nich. Eu e a Nich subimos e levamos a comida. A Kris estava ouvindo musica. Deixei a comida na mesinha de cabeceira. Desci rapidinho, peguei a flor e a pulseira que comprei pra Kristen e subi. A Kris e a Nicholly estavam brincando de adoleta.
- Nicholly? – chamei, ela olhou para mim. – Vem aqui.
- Que Obet?
Ela veio até mim. Peguei sua mão e a levei para o corredor.
- Você que dar essa flor pra Kristen? – falei baixinho.
- Quelo!
- Toma. – Entreguei a única rosa para ela.
Ela minha mão e entramos no quarto. Coloquei-a na cama e ela entregou a flor para Kristen.
- Kisten, o Obet deu pla mim da pla voxê.
- Ow fofinha, brigada.
Ela abraçou a Nich.
- Mas eu também tenho um presente pra você! – falei.
- E qual? – perguntou curiosa.
Tirei a caixinha com a pulseira.
- Espero que goste.
Entreguei para ela. Ela abriu a caixa, pegou a pulseira e abriu a boca em um O.
- Nossa, amor, que lindo. Eu amei. Obrigada. Mas isto é ouro? Deve ter saído muito caro, não precisava.
- É ouro sim amor. Nem foi tão caro. Você gostou?
- Eu amei. Não vou mais tirar. Coloca para mim?
- Claro.
Coloquei a pulseira e segurei o coração.
- Este é o meu coração para você. Tem até um “R”.
- Ow amor. Obrigada, pelos dois.
Ela veio até mim e sentou no meu colo, me abraçou e me beijou. Eu me afastei e ela ficou confusa, nunca me afastava.
- Nich. – Lembrei-a.
- Verdade.
Ela se sentou na cama.
- Fome, fome. – disse a Nich pulando.
- Vamos comer. – falei.
Ela balançou a cabeça que sim. Peguei a Nicholly no colo e dei a comida pra ela, a kristen comeu a dela e eu fui comendo a minha enquanto a Nich mastigava. Depois a Ana trouxe pudim de chocolate para nós. Comemos tudo. A Nich ficou o tempo todo no meu colo.
- To cum xoninho. – falou bocejando e coçando o olho.
- Pode dormir no meu colo. – falei.
Ela segurou na minha camisa e se aconchegou em meus braços. A Kris ficou o tempo todo olhando para mim. Até que a Nich dormiu.
- Vou levá-la para cama, já volto. – sussurrei.
- Ta.
Levei a Nich até o berço dela. Ela tremeu um pouquinho, então coloquei um cobertor nela. Fiz carinho em seu cabelinho. Depois sai do quarto e fui com a Kristen. Bocejei. Eu estava morto de sono. Assim que a Kris me viu ela abriu um sorriso enorme. Ela estava encostada na cabeceira da cama, de baixo das cobertas.
- Vem aqui comigo. Quero namorar um pouquinho. Agora que a Nich dormiu, vou tentar ficar com o meu namorado. - falou.
Sorri feliz, eu não via a hora de ficar agarradinho com ela. Mas tinha de me controlar. Fui até o outro lado da cama, deitei embaixo das cobertas com ela e a abracei. Ela me beijou. Eu amava sentir aquele gosto do seu beijo. Seus lábios moldando os meus. Eu passava a mão em suas costas por baixa da blusa, me lembrando de ser cuidadosos e não machuca-lá. Ela entrelaçou as mãos em meus cabelos. Quando parávamos para pegar fôlego eu fazia carinho nela. Bocejei uma três vezes. E depois de novo. Ela começou a rir, deu aquela gargalhada gostosa, que eu amo ouvir.
- O que é engraçado? –perguntei sorrindo e acariciando sua face.
- Você. Está morrendo de sono. Tadinho deita e vamos dormir um pouco.
- Há, mas eu ainda não matei a saudade.
- Nós temos anos e anos para matar a saudade. Porque agora nós nunca vamos nos separar.
- Não mesmo.
Nos beijamos, depois deitamos abraçados. Não demorou muito e eu dormi. Acordei com a Kris me chamando. Olhei para ela.
- Oi amor. O que foi? – perguntei preocupado.
- Eu estou sentido dor.
- Ainda ta doendo?
- Começou agora. Acordei por causa da dor.
- Quer ir pro hospital?
Ela balançou a cabeça que sim e me abraçou.
- Desculpa ter te acordado. – falou dengosa.
- Oh amor. Não é nada. Você pode me acordar sempre que quiser. Por qualquer coisa.
Sem interromper nosso abraço ela encostou a cabeça em meu ombro.
- Deixa-me pegar um casaco para você.
- Ta.
Dei um Celinho nela. Sai da cama, peguei o casaco dela. Levei até ela e a ajudei a colocar.
- Amor pega minha fitinha de cabelo?
- Ta bom.
Peguei a fitinha e a entreguei. Ela levantou o braço para pegar o cabelo. Assim que ela fez o movimento ela gemeu e abaixou os braços.
- Deixa pra lá. – falou.
- Quer que eu prenda? – perguntei afagando suas costas.
- Por favor.
Eu peguei seu cabelo, com muito carinho, e fiz um rabo de cavalo.
- Prontinho amor. – falei. – Você está linda.
- Brigada.
Ela foi até o espelho. Ela olhou e sorriu.
- Nossa amor. Parabéns. Fez direitinho.
- Já prendi muito o cabelo da minha irmãzinha.
- Há ta. Ai! – choramingou.
- Vem.
Ela se levantou e colocou a sapatilha. Começou a andar, mas fazendo cara de dor. Abri os braços para ela.
- Que foi? – perguntou confusa.
- Vem no meu colo.
- Daquele jeito dói mais. Porque você encosta e pressiona.
Coloquei os braços dela no meu pescoço, tirei-a do chão. Ela cruzou as pernas na minha cintura.
- Assim dói? – perguntei.
- Não. Ta doendo, mas não tanto.
Deitei a cabeça dela no meu ombro. Ela ficou mexendo na parte de trás do meu cabelo. Descemos as escadas, o Max estava vendo tv.
- Max, a coluna da Kris ta doendo. Vamos levá-la pro hospital?
- Ok. Só vou colocar um casaco e avisar minha mãe.
- Ta bom.
- Rob ta doendo.
- Calma Kris.Calma.
Ela choramingou. Rocei a minha bochecha na dela. Ela beijou meu pescoço e Max chegou.
- Vamos.
Fui com ela no meu colo até o carro. Sentei-a no banco traseiro e fui a abraçando, fazendo carinho em seus braços e em seu rosto. Chegando no hospital eu a peguei no colo novamente, por sorte o médico que havia a atendido a horas atrás estava lá. Corri até ele .
- Doutor. – chamei.
- Olá. Ela caiu de novo?
- Não. Mas está sentindo dores.
- Vou pedir uma cadeira de rodas para ela. Vou fazer outro exame de raio x. Casa haja alteração. Ela estava de repouso?
- Nós estávamos dormindo, no quarto, quando ela me acordou dizendo que estava com dor na coluna. Então trouxemos ela pra cá.
- Ok, eu já volto.
Ele saiu. A mão dela agarrou meu pescoço, eu sabia que ela estava com dor.
- Calma amor.
O Dr chegou com a cadeira, coloquei-a com muito cuidado. Ela segurou minha mão. Com a mão livre afaguei seu rosto.
- Vamos. – falou o médico.
Ela balançou a cabeça que sim. Dei um Celinho nela. Então eles entraram na sala de raio X. Eu e o Max sentamos. Passou uma hora e o médico apareceu com a Kris ao seu lado. Assim que ela me viu ela veio para me abraçar. Eu a abracei também. Ela descansou a cabeça em meu peito.
- E então doutor? –perguntei.
- Ela está bem. Mas passei um remédio para ela. – ela me entregou a receita. – Vai doer um pouco. Mas como falei: não é nada.
- Tudo bem. Eu vou agora comprar o remédio. Obrigado, Doutor.
Apertei sua mão e voltei a abraçar a Kristen. Fomos até o carro. Eu e a Kris fomos novamente abraçados. Compramos o remédio e voltamos para casa da Ana. Chegando lá dei o remédio para ela e levei-a para cama. Ela deitou debaixo da coberta. A Ana trouxe um lanche para nós comermos.
- Liga a tv amor? – pediu ela.
- Claro.
Peguei o controle e liguei em um filme.
- Como chama esse filme mesmo? – perguntei.
- As crônicas de Nárnia, o Leão, a feiticeira e o guarda roupa.
- Você gosta?
- Sim. E você?
- Sim.
Deitamos abraçados, fiquei fazendo carinho nela. Ela ficou passando a mão, carinhosamente, em minha barriga. Ela deu vários beijos em minha barriga, em minha mão.
- Obrigado amor. – falou.
- Deixa de ser boba minha linda.
A Ana apareceu na porta. Bateu e entrou.
- Quer que eu traga o jantar pra vocês?
- Eu quero descer. – falou a Kris.
- Amor você tem que ficar de repouso.
- Só pra jantar.
- Ta bom.
Jantamos. No dia seguinte fui até o hotel e cancelei minha hospedaria. Fui ficar com a Kris na casa da Ana, já que ela havia convidado. E ficamos lá brincando com a Nich e cuidando da minha Kris. Enfim chegou o dia de partir...

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