Cap 33. Tudo desmorona
Duas semanas se passaram desde o meu acidente. Meu pé já estava bom, podia agora correr, pular que ele não doía mais. Estava um noivo agora, novinho em folha. A semana em que meus pais ficaram aqui em los Angeles hospedados na casa do Rob, foi maravilhosa. Rimos muito, meus pais e minha mana amaram o Rob e eu tinha ficado eufórica de felicidade. No começo da semana, meus pais e a Dake voltaram para Nova York e eu para o meu Ap e para o meu trabalho. O Rob dormiu comigo lá durante a semana. Hoje é segunda-feira o dia mais tranquilo aqui na revista. Eu estava fazendo umas matérias relacionadas às capas de revistas que estava fazendo. Algumas matérias sobre artistas novos. E uma matéria que eu iria caprichar era sobre a Maite perroni e o Jesus, da banda Reik. Eles foram tão lindos lá em paris, e eu iria fazer a melhor matéria de todas. Eu liguei pra ambos e fiz uma entrevista pelo celular. Fiquei horas falando com ambos, mas fiquei mais tempo mesmo falando com a Maite uma fofa ela. E estava tão cheia de trabalhos pra fazer, eu fiquei feliz por ela. Eu coloquei tudo da nossa entrevista na matéria. Coloquei algumas fotos e fiz a propaganda sobre o show que eles fariam em Los Angeles daqui a um mês. Eu estava radiante, esse show não ia perder por nadinha. Eu nem vi as horas passarem quando dei por mim, já era meio dia. – senhor, como o tempo passou voando. Vou mostrar pro Rob a matéria q eu fiz. Ele quer muito ver. E me pediu pra mostrar pra ele assim que terminasse. Eu vou lá.
Antes de ir pra sala do meu amor. Eu armazenei os dado no pen drive e levei para a impressão. Assim que as paginas estavam prontas, eu peguei e levei pra sala dele.
- Amiga, depois quero falar uma coisa sobre você. É do meu casamento – nikki falou empolgada da sua mesa.
eu a olhei rapidamente com uma das mãos na maçaneta da porta do Robert, enquanto a outra segurava as folhas impressas quando falei sorridente
- Claro amiga, deixa só entregar essas impressões ao nosso chefe.
ela falou sorrindo
- Ok, amiga.
e voltei meu olhos pra porta e a abri e toda a minha felicidade que estava sentindo, tudo de bom que tinha em meu coração sumiu completamente naquele exato momento, eu fiquei sem ar, senti meu coração parar de bater por alguns segundos e voltou a bater angustiado e numa dor aguda em meu peito, parecia que alguém tinha cravado um punhal em meu coração e eu estava morta, não estava sentindo nada, meu corpo inteiro começou a tremer e minhas mãos soltaram as folhas que estava segurando. Lagrimas invadiram os meus olhos e senti elas molharem o meu rosto, mas ainda estava parada no mesmo lugar sem ação. – COMO ASSIM? ALGUEM ME EXPLICA POR QUE O ROBERT ESTÁ BEIJANDO AQUELA IDIOTA DA EMILIE. Eu não podia gritar, eu era profissional. Dar escândalo, no local de trabalho? Nem morta. Apesar de já esta morta depois disso. MEU Rob nos braços daquela VAGABUNDA... ARG. Voltei a mim quando o Rob empurrou a Emilie pra longe dele e vi sua cara de surpresa olhando pra minha que deveria estar a de uma maribunda. A Emilie olhou pra mim, limpou sua boca e sorriu pra mim maliciosa. – AI QUE A ODEIO MORTALMENTE, QUERO MATAR ESSA VACA.- a encarei num olhar assassino e quando o Robert ia falar algo pra mim, virei as costas e sai as pressas, antes que eu fizesse alguma loucura e as lagrimas me vencessem por vez. Eu abaixei minha cabeça, fechei a porta da sala dele e sai a passos largos...
- Kris, amiga? – a nikki falou enquanto passava por ela. Ela veio atras de mim e eu só fiz pegar a minha bolsa, não desliguei nem o PC. E sai correndo de lá. Consegui me controlar até sair da empresa e quando coloquei os pés na rua as lagrimas vieram mais forte encharcando meu rosto e borrando minha maquiagem. Eu chamei um taxi e entrei rapidamente, eu queria sair de lá o mais depressa possível. Queria arrancar essa dor insuportável do meu peito, mas sabia que isso seria inútil. Tudo que queria era a minha casa e a minha cama.
o taxi parou em frente ao meu prédio, paguei ao rapaz do taxi e falei entre suspiros e soluços.
- pó... De... Fi... Car... Com o troco moço. O... Brigada.
-Obrigado moça. Quer ajuda? Você não me parece bem. – ninguém podia me ajudar, ninguém.
eu sorri triste pra ele e falei
- não... Obrigada.
e sai a passos rápidos para o meu apartamento, chamei o elevador e entrei nele e assim que cheguei em casa, eu abri a porta do meu AP , entrei, joguei a bolsa de lado, e me sentei no chão encostada c a porta e desabei no choro. Coloquei minha cabeça apoiada em meus joelhos e chorei mais ainda. Tudo que queria era que essa dor passasse e meu peito parasse de doer. Mas era inútil, isso não iria passar, levantei minha cabeça e enxuguei meu rosto inutilmente, pois já estava molhado pelas lagrimas que caiam involuntariamente dos meus olhos, eu olhei para o interior do meu apartamento e as coisas só pioraram. Uma enxurrada de lembranças. Momentos que, vivi com o Robert vieram como um soco forte na boca do meu estomago, me fazendo tremer e sentir uma falta de ar horrível. Eu me levantei toda desengonçada meu corpo não estava obedecendo ao meu cérebro. Fui até a cozinha e tomei um pouco de água, junto com um calmante, eu precisava dormir. Relaxar um pouco pra ver se assim essa dor passava ou cessava um pouco, mesmo sabendo que isso seria inútil. Eu sentei-me em minha cama e me deitei, olhando para o teto... lembrando de tudo que vi naquela raiva, de tudo que vive com o Rob e da raiva que eu estava sentindo dele, ali naquele momento. –como ele pode ter me enganado assim? Como? Será que ele ainda a ama? Isso não faz o menor sentindo!
eu fiquei por segundos entre perguntas sem respostas e comecei a fechar meus olhos. Quando escutei um barulho na porta.
o remédio já tinha começado a fazer efeito e eu me levantei meio tonta da cama e fui até a porta e quando abri vi quem eu não queria ver. O Robert estava parado na porta do meu Ap, com uma cara muito triste e com o semblante totalmente arrasado.
- Vai embora. NÃO quero falar com você. –falei sonolenta.
- Amor, por favor. Não faz isso comigo. A gente precisa conversar. –não era pra fazer o que com ele, não falar? Isso era o de menos e o que ele fez comigo? Onde ficava o que eu estava sentindo?
- Robert, por favor. Não quero falar, não agora. Será que não entende? EU quero ficar só. Por que você não vai ficar com a sua EMILIE. Pronunciei seu nome, com puro desdenho. -Se eu visse aquela asinha novamente eu juro que eu mato ela, matar não por que não valia a pena, eu era quem iria passar anos e anos na cadeia e isso não seria nada bom, mas eu daria uma bela surra nessa safada. Ela tava merecendo... Fiquei tão mergulhada em meus pensamentos que não tinha percebido que o Robert tinha entrado e fechado a porta, e que e estava parado na minha frente. Não tinha dado conta até que sua mão tocou meu rosto e senti meu corpo inteiro entrar em curto. Eu voltei a mim e o olhei com os olhos vermelhos de tanto que havia chorado e ainda chorava. Ele enxugou o meu rosto e me olhando nos olhos, docemente – droga, porque ele tem que ser tão perfeito? Porque ele tem que me olhar com esse olhar arrasador? Porque eu amo tanto ele? – e falou aflito e desesperado, mas ao mesmo tempo doce.
- você precisa me escutar. Não foi nada daquilo que você ta pensando, meu amor.
- eu sei o que vi Robert. – falei brava e com raiva só de me lembrar.
- Aquela louca entrou na minha sala, e quando escutou você. Ela simplesmente me agarrou e me beijou. Mas eu não a beijei.
- deixa de ser mentiroso Robert. Eu vi o que vi. Não parecia que você não a estava beijando também. VOCÊ TAVA GOSTANDO. CONFESSA.
ele suspirou triste e falou calmamente.
- eu não a beijei. E estou falando a verdade Kristen. Você sabe que é a única mulher que eu amo. Você sabe muito bem disso. E tudo o que passamos? Você acha que isso não conta? Eu não sabia que ela estava na cidade. A Emile é completamente louca. Eu devia imaginar que ela faria isso. Eu a expulsei da empresa, ela armou o maior escândalo, chamei os seguranças pra tirarem ela de lá. –eu dei um sorriso, queria ter a visto sendo enxotada da revistas pelos bombadões dos seguranças- Agora todo mundo sabe que ela não é mais a minha namorada e que estou com outra. Só não sabem que ela é você. Amor, por favor, acredita em mim. Eu nunca, jamais iria mentir pra você e você sabe disso. Você acha que se eu tivesse algo com ela ainda, ou gostasse dela –ele fez careta- o que não é o caso. Eu viria atrás de você? E te imploraria se não fosse verdade?
Falou tudo me olhando profundamente e docemente e só então eu vi que ele também havia chorado e que seus olhos estavam marejados, eu realmente sabia que era verdade. Lembrei-me de tudo o que ela me disse em paris, das ameaças e um medo muito grande invadiu minha alma, me fazendo sentir um forte calafrio percorrer lentamente a minha espinha. E eu não pensei mais em nada e o abracei fortemente, senti meu corpo inteiro entrar em pequenos curtos, ao sentir a eletricidade que sempre sentia quando nossos corpos se tocavam, e toda a dor e angustia que meu coração estava sentindo sumiram em uma fração de segundos quando escutei o seu coração bater no mesmo ritmo que o meu forte e acelerado.
- me, desculpa amor. Eu perdi a cabeça. O ciúme falou mais alto, eu sei que você me ama e não duvido disso. É que lembrei de tudo que ela falou lá em paris, e o medo de perder você pra ela novamente falou mais alto...E... – eu o olhei nos olhos, ia pedir desculpas olhando pra ele, eu sei que errei to agindo como uma criança mimada e eu não era assim. Eu o olhei e então ele me puxou ainda mais pra perto dele e me beijou intensamente e eu a ele.
E quando novamente senti seus lábios nos meus me deu uma enorme vontade de chorar, só de ter pensado em perder ele. Eu tentei me controlar, mas não consegui. As lágrimas escorriam; Mas ele não parou de me beijar. Coloquei a mão em seu rosto, sem interromper o beijo, e percebi que ele também chorava...
- Me, perdoa amor. Eu... – falei, enxugando as lagrimas do seu rosto e quando ia continuar ele falou.
- Amor, eu sei. Eu te entendo. Se fosse com você eu também ia pensar isso. É a primeira impressão q eu teria como foi a que você teve. Mas sei que você me ama. E acho que você também sabe que eu te amo.
- Eu também te amo amor. Amo muito você. Por favor, me desculpa. Eu nunca mais vou duvidar de você amor.
ele me olhou doce e ternamente e falou docemente- Espero que saiba. Porque eu não sei mais como demonstrar meu amor por você. Eu já fiz de tudo pra te demonstrar o r que sinto por você. Não sei mais o q fazer para te demonstrar o que sinto por você. Eu sei que não há palavras e gestos pra demonstrar tudo o que EU sinto. Você não sabe como eu preciso de você. O quanto amor. O quanto a quero. EU TE AMO KIRSTEN! Você é minha vida. Então nunca se separe de mim, ou se não eu não sei o que sou capaz de saber...
Ouvir isso dos seus lábios e do mais intimo do seu ser me deixou feliz, eu tinha sido uma idiota por ter duvidado dele e isso me deixou mal. E sem falar na ultima parte. Um medo tomou conta de mim e eu o interrompi com um beijo de tirar o fôlego e apaixonado. Ele me beijou da mesma forma, muito intensamente.
eu o olhei profundamente e falei, moldurando as minhas mãos em sua face de anjo. E falei sem desviar os meus olhos dos dele.
- EU nunca, jamais, vou deixar você. Rob, eu não vivo sem você, você também é a minha vida. Eu também as vezes não tenho como te demonstrar todo amor que sinto por você. É difícil as vezes por que esse amor fica maior, mais intenso a cada dia. Eu tento sempre da melhor maneira te demonstrar toda a imensidão do meu amor por você. Te, amo tanto minha vida. Eu nunca vou me separar de você. Eu prometo, desenhando um x em cima do meu coração – eu vi isso em um filme muito fofo, Up. E isso era uma promessa eu jamais iria deixar ele. Nunca a não ser que um dia ele fizesse isso comigo. – de coração -o olhando apaixonada – que jamais vou deixar você.
Ele sorriu e também desenhou um x em seu coração e falou
- eu também, prometo de coração que jamais a deixarei, minha vida.
e nos abraçamos e depois nos beijamos.
- você vai voltar pro trabalho amor? – perguntei enquanto ele beijava meu pescoço, me causando um arrepio de prazer pela minha espinha.
- Não, não tenho cabeça pro trabalho. Eu falei pra Nikki que não voltaria. Prefiro ficar em casa e ver umas coisas que eu estive pensando. Você vem comigo amor? – me olhando sorridente
- Não amor, eu não vou agora não. Preciso de um banho e dormir. Tomei remédio – fazendo bico- eu vou mais tarde. Assim a gente dorme na sua casa hoje. –disse sorrindo
ele sorriu e falou
- Ta bem meu amor, descansa. Então até mais tarde. Te, espero vida.
- pode esperar amor, lá pelas seis eu chego lá.
ele me beijou e eu a ele, e foi embora.
eu fui até a minha cama e acabei pegando no sono... Não vi quantas horas havia dormido, acordei me espreguiçando olhei para o relógio na cabeceira da minha cama e vi as horas, cinco horas. Saltei da cama num pulo e fui até o banheiro. Tirei minhas roupas e tomei um belo banho. Vesti uma calça jeans básica preta, blusa regata rosa, um colar preto grande, e amarrei meu cabelo num rabo de cavalo muito baixo e deixei o de lado. Maquiei-me levemente, escovei meus dentes, passei perfume. Peguei minha bolsa e sai do meu Ap, para ir para a casa do Rob, eu não ia levar roupa pra me trocar amanha para ir para a empresa porque já tinha algumas roupas minhas na casa do Robert como tinha dele no meu Apartamento. Peguei um taxi e em pouco tempo já estava chegando na mansão do Rob. O Taxi parou, eu paguei e fui entrando pelos fundos da casa. Queria fazer uma surpresa. Entrar sem ele me ver. Fui direto entrando pela cozinha pelas portas dos fundos que dava acesso ao jardim, fui até a sala. Ele não estava lá. Peguei e fui a cozinha, nada! -Onde ele se meteu? Então pensei. -Ele deve ta no quarto. -Fui até o quarto dele e vejo aquela vadia e ele só de toalha ainda todo molhado – com certeza tinha acabado de sair do banho – e os dois estavam se beijando a Emilie agarrando ele e ele parecia gostar. – ODIO, ODIO, ODIO – eu senti meu corpo inteiro entrar em chamas e a tremer de raiva. Um ódio mortal surgiu dentro de mim, entrando em cada parte do meu corpo, tudo que eu queria agora era arrancar essa vadia dos braços do MEU ROB. mas sinceramente eu não sabia se estava com mais ódio dela ou dele. Duas vezes no mesmo dia? Não era uma mera coinsidencia, não mesmo. – eu parti pra cima dos dois – SOLTA ELE SUA VADIA- gritei, tirando ela dos braços dele. – KRISTEN? – ele me olhou surpresa, eu não olhei pra ele, se não, não sei o que seria capaz de fazer, meus olhos cheios de ódios mortais se encontraram com os olhos da vadia que eu tanto queria dar uma lição nesse momento. – AI, SUA MALUCA- ela gritou enquanto eu segurei o seu cabelo falsificado de farmácia e puxei com força a fazendo se ajoelhar no chão. – POSSO SER UMA MALUCA SIM, MAIS VOCÊ É UMA VADIA. E EU VOU FAZER UMA COISA QUE VOCÊ TA MERECENDO DESDE QUANDO NOS ENCONTRAMOS EM PARIS – falei aos berros. E dei uma tapa forte na cara dela, com toda força da raiva que tava sentindo em minhas veias. Ela caiu no chão e eu subi em cima dela, imobilizando os seus braços. – ROBERT ME AJUDA- falou desesperada. – NEM TENTE. – falei olhando com muita raiva pra ele. O Robert me olhou chocado e ficou parado no mesmo lugar. –melhor mesmo. Pensei – e comecei uma serie de tapas em sua cara de vadia. Enquanto mais ela tentava se defender eu batia nela. Descarreguei toda a minha fúria nela. Ela agora iria pensar duas vezes antes de tentar isso de novo. Ela começou a chorar – por favor, para. – eu não ia bater mais nela, já tava de bom tamanho, a cara dela tava toda vermelha e um pouco inchada sem falar que estava toda descabelada e eu ainda estava c um mexa de seu cabelo que veio quando eu havia dado o puxão no cabelo dela. – vou parar por que você já desse ter aprendido sua lição sua ordinária. Se tentar de novo eu juro que TE MATO. Quando sair de cima de você, pega as suas coisas e vai embora daqui e NÃO apareça, NUNCA MAIS. ME, ENTENDEU?
eu sai de cima dela, eu estava tremendo inteira, minha respiração acelerada, eu tentava inutilmente me acalmar mais nada adiantava a raiva e o ódio ainda permaneciam muito vivos em meu coração e corpo. A Emilie pegou sua bolsa em cima da cama do Robert e saiu toda sem jeito pela porta do quarto dele e chorando com a mão em seu rosto. Eu passei minha mão sobre os meus cabelos e olhei pra baixo e senti uma força me puxando, eu sabia que era o Robert que estava se aproximando de mim. E ele estava a centímetros de mim e ia tocar em mim.
- não encosta em mim Robert. – falei com raiva, desviando meu corpo de seu toque. – se ele tocasse em mim eu não iria resistir e eu estava muito, mais muito chateada. Como ele explicaria isso agora. Duas vezes no mesmo dia? Isso era demais pra mim, agora ele iria negar tudo como mais cedo e eu estava começando a ter minhas duvidas. O beijo que vi foi diferente do de hoje mais cedo, confesso que o outro ele realmente estava tentando se soltar dela, mais esse não, ele não fez nada e a beijou também, eu vi e ele não podia negar. E eu não iria acreditar em nada do que ele me, dize-se.
olhei pra ele com raiva e falei dando as costas
- vou embora daqui. Acho que vi coisas de mais por um dia. Depois a gente se fala. Dei um passo em direção a porta e senti a eletricidade invadir o meu corpo ao sentir a mão do Robert segurando o meu braço e me fazendo virar pra ficar de frente pra ele.
- amor, não foi nada disso que você ta pensando. Eu posso explicar.
- explicar O QUE?- me soltando dele – que ela entrou aqui por si só? Que foi como hoje lá na empresa Robert. Você acha que eu sou IDIOTA?
- não você não é idiota meu amor.
- Pare de me chamar de meu Amor! Eu não sou mais o SEU AMOR, eu era. a 10 minutos a trás. Ou a 10 horas atrás. Mas agora! Não! Eu não quero falar com você. Não quero mais te ver!
- Kristen você não pode fugir de seus problemas - falou enquanto eu estava indo para a porta. Eu virei.
- Robert, hoje eu te perdoei a algumas horas atrás. Agora eu vi isso de novo. Eu não sou trouxa! Eu sei o que eu vi. Eu acreditei em você da primeira vez. Sabia q ela poderia ser capaz daquilo mesmo. Mas duas vezes? E no mesmo dia? Ai sim você está me chamando de idiota! E uma coisa que não sou Robert, é idiota! Sem falar que não preciso de você pára nada! - Me encolhi com a mentira da minha ultima frase. Eu precisava dele, e muito!
- Não você não é idiota meu amor. E é Exatamente por não ser idiota que vai me escutar. Assim você não vai fazer uma idiotice.
- que idiotice? A de ir embora e não te escutar? – falei furiosa – sei muito bem o que vi, e acho que sinceramente Robert- meus olhos se encheram de lagrimas e comecei a sentir elas molharem o meu rosto sem parar – NADA, do que você vier a me dizer agora vai fazer com que eu esqueça o que vi e te perdoe.
- Kristen. – meu nome saiu pela sua boca, docemente mais ao mesmo tempo triste e desesperado. Senti meu coração sangrar e comecei a chorar mais. Por que ele tinha que ter feito isso? Por que meu Deus? Eu precisava sair daqui o quanto antes, não queria ouvir mais nada, nada. Eu vi o que vi e nada do que ele falasse agora poderia mudar esse fato.
- KRIS-TEN, O Q-U-E? –falei entre soluços. – me deixa em paz. Eu vou embora, não quero escutar mais nada. E POR FAVOR, NÃO VENHA ATRAS DE MIM. NEM APAREÇA NO MEU APARTAMENTO. E CASO APAREÇA EU NÃO VOU ABRIR A PORTA PRA VOCÊ.
ele me olhou destroçado e com lagrimas nos olhos, me partiu o coração o vendo daquele jeito, mas eu vi o que vi e posso ter certeza ele não estava mais do que a mim. E falou
- Kristen para! Para! Me, ouve. Eu se que parece loucura, mas eu tava sonhando e...
- Sonhando? Como sonhando, Robert? Você ficou louco?
- Kris, Amor, eu te Amo. E nada nem ninguém vai mudar isso. Mas quando a Emily novamente me beijou, aqui, eu tentei lutar contra el... - eu não deixei q ele terminasse.
- Você estava gostando Robert. Mais parecia que você estava maravilhado. Para de mentir!
- Amor, quando ela me beijou eu senti a eletricidade que sinto quando estou no mesmo lugar que você. Então aconteceu como se você estivesse me beijando. Então eu continuei. Porque eu tava confuso. Eu não sabia quem eu estava beijando, ou o q eu estava fazendo. E quando você tirou ela eu entendi porque pensei q era você. Porque você estava na minha casa. Porque você estava perto de mim. Foi por isso.
Então ele sentia a mesma coisa q eu? Não Kristen. Não acredite. Ele está mentindo. Duas vezes? E ele tava sonhado?
Tudo ficou quieto de repente. Ele veio até mim sem falar nada, me puxou pra perto dele e quando eu pensei em agir, me soltando dos seus braços, senti seus lábios com urgência sobre os meus. Eu tentei me soltar, lutando contra seus beijos e lábios perfeitos que me deixavam em êxtase, e ainda mais sentindo o seu corpo escultural e nu só de toalha me abraçando fortemente me fazendo entrar em curto. Eu não podia me deixar levar assim como nada tivesse acontecido meu corpo falava uma coisa e minha mente outra, mas foi mais forte que eu, acabei cedendo ao beijo e o beijei do mesmo modo que ele a mim, intensamente. Eu voltei a mim quando lembrei, dele beijando aquela... eu não sei como mais consegui me soltar dele... e o empurrei pra longe de mim
- Para, Robert! Para! Eu não quero. Você me magôo muito e por hoje e por muito tempo. – falei muito triste e furiosa.
- Droga Kristen. Esquece isso! Volta pra mim. Não vou agüenta ficar sem você, garota!
- Não tem como esquecer. Robert, eu te amo. E tenho certeza que eu NUNCA vou esquecer esse amor. Mas sabe não dá e... – e não daria mesmo. Não hoje.
- Você jurou pra mim hoje que nunca ia me deixar. – ele me interrompeu, Isso me deixou ainda mais mal, eu prometi sim, desde que não houvesse traição então falei furiosa
- Desde que não houvesse uma traição. E houve uma, Robert. VOCÊ me traio.
- Eu na...o te tra...a...i... – falou entre soluções.
- Sim. E eu não vou mais discutir, eu não vou ficar a noite inteira com essa conversa. Uma outra hora a gente fala. Eu to de cabeça quente e você também. Então nada de conversa por hoje ok! Tchau. Eu te amo, mas o que você fez comigo não dá.
- Kristen, não! Por favor. Não! – chorou ainda mais.
eu não podia mais aguentar aquilo então eu o olhei por um breve momento, tentando entender do por que ele tinha feito aquilo comigo e tudo que senti foi mais raiva, dor e ódio. Sequei inutilmente minhas lagrimas e me virei, saindo da casa dele as pressas, assim que pus os pés pra fora de sua casa eu sai correndo sem rumo, minha vista estava ficando embaçada por causa das lagrimas que não paravam de cair e rolar pelo meu rosto. Estava totalmente destruída, morta por dentro, um vazio enorme em meu coração, crescendo a cada segundo que eu me distanciava da sua casa e aumentava junto com meu ódio e tava quando me lembrava da cena em seu quarto. Eu avistei um taxi o parei e entrei nele. Eu só chorava.
- pra onde senhorita? – perguntou o taxista
- Para o aeroporto, por favor. – falei com a voz tremula, eu fiquei respirando fundo durante todo o trajeto até o aeroporto. eu não ia chegar lá feito uma louca chorando sem parar, eu tinha que sair de Los Angeles por uns dias. Ficar aqui só iria piorar tudo, tinha que ficar longe dele e eu não sabia pra onde iria. – pra casa dos meus pais? – sem chance lá eu não teria sossego. – já sei vou pra casa da minha tia Ana – ela sempre me ajudava, me dava força, eu preciso de alguém que não esteja envolvido nisso. Alguém que me desse conselhos sem ser influenciada pela minha historia com o Rob e essa alguém era a minha tia Ana. Eu vou chegar de surpresa lá. Mas quando chegar em casa eu ligo pra ela avisando da minha chegada. O taxi chegou parou no aeroporto, pedi pra ele me esperar, desci rápido e fui até o cheki-in e comprei uma passagem para o Canadá. Voltei pro taxi e segui pra casa. Paguei o taxi e fui as pressas pro meu apartamento, entrei nele e desabei em lagrimas. Tudo aqui me lembrava o Rob e não iria aguentar mesmo ficar aqui, não iria mesmo. A passagem estava marcada pras oito eu chegaria na cada da minha tia as dez da noite. Tomei um rápido banho, peguei todos os meus casacos de frio e roupas do mesmo e enfiei tudo na mala de qualquer jeito colocando por cima meus sapatos. Fiz tudo entre lagrimas, respirei fundo peguei meu celular e disquei o numero da casa da minha tia, chamou quatro vezes até que ela atendeu com sua doce voz de fada
- alo?
- Oi tia. – falei tentando segurar o choro
- Oi meu amor! Você ta bem? – perguntou apreensiva
- não, não estou tia. Não quero contar isso por telefone. Posso ir passar uns dias com você? Eu to precisando dar uma espairecida.
- Claro meu anjo. Pode vim sempre que quiser. Você sabe disso e eu to morrendo de saudades de você. – minha tia sempre fofa.
- obrigada tia. Eu vou hoje. Embarco as oito chego ai as dez.
- que bom. Então vou preparar o seu quarto e as dez vou te pegar no aeroporto.
- ta bem tia. Então até daqui a pouco. Te amo tia, beijos.
- até minha linda. Também a amo. Beijo..
assim que desliguei, meu celular tocou novamente e quando vi quem era no visou meu coração disparou que nem louco e eu tremi inteira, era o Rob. eu não ia atender, não ia. – ou atendo? E explico que não vou trabalhar amanha e durante algumas semanas? – se quisesse me demitir podia fazer, mas eu não queria. Fiquei parada enquanto olhava o celular tocava, até que finalmente parou e quando penso que não ele começa a tocar novamente, era o Robert de novo. Decidi atender e não deixei ele falar primeiro
- só atendi pra te avisar que não vou trabalhar amanha e nem durante alguns dias. –falei rapidamente.
- como assim? Vai pedir demissão? –perguntou surpreso e triste.
- Não sei. Eu... Preciso ir agora to atrasada. Tchau.
- Kris, amor. – ele falou meu nome docemente e meu coração disparou mais, não podia deixar ele falar mais nada e eu já estava atrasada e então encerrei a ligação e desliguei o celular, coloquei em minha bolsa. Fechei minha mala, coloquei meus óculos escuros pra disfarçar meus olhos inchados e desci com minha mala. Avisei pro noan pra que caso alguém viesse atrás de mim, falasse que eu estava fora e que não tinha previsão de quando retornaria. Chamei um taxi e ele me deixou no aeroporto. Fiz o cheki-in e em pouco tempo já estava sentada na poltrona do avião. Liguei meu mp4 e escolhi um cd de rock pesado e coloquei em meus ouvidos bem baixo, não iria da certo se escutasse musicas românticas, ficaria ainda mais mal. Fechei meus olhos e fiquei assim durante a viagem toda e só os abri quando o avião pousou. Desci até a sala de desembarque, peguei minha mala e bolsa e logo avistei a minha tia toda agasalhada. Eu não tinha me dado conta do frio que estava fazendo, até sentir um frio gelado percorrer o meu corpo, sai de casa tão atordoada que esqueci de me agasalhar devidamente, sorte minha que não esqueci de por todas as minhas roupas de frio na mala. Canadá essa época do ano faz um frio absurdo...
-minha querida que saudades. – minha tia falou enquanto me abraçava amorosamente.
- eu também tia linda, eu também. – a abraçando ternamente.
estava tão destruída por dentro e tão arrasada que isso transparecia em meu exterior, quem me visse sabia que algo de ruim tinha acontecido comigo
ela me olhou sorrindo e ao ver meu rosto seu sorriso sumiu.
- o que aconteceu pra você estar com essa cara? Eu nunca a vi tão triste, querida. – falou enquanto afagava o meu rosto e limpava uma lagrima que caíra dos meus olhos já inchados de chorar.
- Eu briguei com o meu na... – minha voz falhou, eu nem sabia se éramos mais namorado só de lembrar da perda e de estar longe dele, senti um nó na garganta e acompanhada com uma enorme vontade de chorar novamente... morado e eu to arrasada tia.
Ela me abraçou e não agüentei, chorei em seus braços. Ficamos assim por alguns minutos até eu me acalmar novamente. E quando estava calma. Ela tirou meus óculos escuros e enxugou minhas lagrimas e beijou minha testa e falou
- vamos pra casa e lá você me conta tudo.
eu dei um leve sorriso e concordei com a cabeça. Peguei minha mala e fomos até seu carro e depois para a sua casa.
assim que chegamos, minha tia levou-me até o quarto de hospedes e eu abri minha mala e tirei um casaco bem quente e vesti, me agasalhando bem, estava muito frio e nevava lá fora. Peguei minha mala e coloquei a de lado, não estava com cabeça pra ajeitar a mala agora. Fui até o banheiro lavei e sequei o meu rosto, prendi meu cabelo num rabo de cavalo simples e desci pra sala. Quando estava chegando nela, minha tia estava saindo da cozinha carregando uma bandeja com vários cookes e duas xícaras de chocolate quente bem cremoso e com toque especial de hortelã. Ela fazia o melhor chocolate quente do mundo.
Nós duas nos sentamos no sofá de frente para a lareira e começamos a tomar nosso chocolate e a comer os biscoitos macios de chocolate que ela havia feito.
- hummm... Ai que delicia tia. Tava morrendo de saudades do seu chocolate e dos seus cookes.
- Que bom amor. Caprichei pra você. Agora me conta do porquê de toda essa tristeza?
Abaixei minha cabeça triste só de lembrar, seria difícil contar tudo pra ela, mas eu tinha que desabafar. Então respirei fundo a olhei e falei tudo pra ela. Tudo, desde o dia que conheci o Rob até o ocorrido há horas atras. Falei tudo num rápido resumo, mas falei. Contei tudo entre soluços e lagrimas.
- o meu amor. Agora entendo por que você está assim. – falou me olhando ternamente e triste pela minha situação – acho que você precisa de uma boa noite de sono. Amanha falamos melhor sobre esse assunto e te dou a minha opinião – sorrindo angelicalmente
A abracei forte e suspirei
- é tia, acho que preciso mesmo. Ta bem, eu querer a sua opinião. E vim também pra pensar, esfriar minha cabeça; lá eu não iria conseguir. – sorri e ela também, depois fomos dormir. Eu custei a pegar no sono, mas meus olhos cansados de chorar se renderam ao meu cansaço e eu finalmente acabei dormindo.

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